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Na morte de Kertész Imre

Sem Destino

 

Passou nas salas portuguesas o filme húngaro Sem Destino (produzido com o Reino Unido e Alemanha, 2005), adaptado de Sorstalanság (1975), com que Imre Kertész (Budapeste, 1929) relança a carreira, até ao Prémio Nobel da Literatura, em 2002.

Fui à antestreia, feliz por ter sido adoptado no filme o título breve que propus em 2003 – saíram quatro edições e, depois desse, traduzi outros quatro do autor –, além de coincidências do guião em que a legendagem me retomava, e curioso, ao mesmo tempo, por ver como o realizador Lajos Koltai resolvia problemas (não vou alargar-me nisso) como a variedade linguística num campo de concentração, que me obrigara a dezenas de notas. Reduziu esse aspecto ao mínimo; não conseguiu transmitir sensações, odores, ironias e ingenuidades que o texto dá; mas, em densos 134 minutos, sai obra digna, mesmo notável, sessenta anos após o fim da Segunda Guerra Mundial. 

Há uma pergunta a fazer: mais um filme sobre o Lager, sobre os campos de extermínio? É verdade; é possível. Mas este argumento é mais do que isso, pois, sendo trabalhado do ponto de vista de um adolescente judeu de catorze anos e meio (idade do autor em 1944, quando é enviado para Auschwitz, passando, depois, por Buchenwal e Zeitz), transforma-se num outro tipo de crescimento dentro de rotina que é elogio da amizade e camaradagem; mais, ainda: embora sem saída, durante a guerra e no regresso à capital destruída, órfão de pai, György Köves (este apelido significa ‘pedregoso’) sabe que «não há absurdo que não se possa viver naturalmente».

A próxima experiência do mesmo autor, ao querer editar esse livro, contada em A Recusa, reitera tal conclusão, agora em regime de estalinismo doce. Ao jovem sobrevivente, mais do que as vicissitudes ou os «horrores» por que todos lhe perguntam, em cidade afinal demudada e hostil, interessa algo que «se assemelhava à felicidade», «lá, entre as chaminés, nos intervalos do sofrimento» (p. 183). Felicidade, vendo fios de fumo dos fornos crematórios? É verdade.

“O Holocausto como cultura” (título de conferência e livro) será, doravante, o principal tema de Kertész: alarga o conceito à experiência comunista, ao capitalismo selvagem que a esta sucedeu no seu país e a comportamentos sionistas em que se não reconhece. Torna-se, logo, um ser contra esses mundos – já questionando se faz sentido trazer filhos ao mundo, em Kaddish para Uma Criança Que não Vai Nascer –, agarrado à traumática vivência juvenil e a um complexo citacional maioritariamente de língua alemã (de que traduziu alguns dos principais autores), embora também extensivo a, por exemplo, um Bernardo Soares e seu Livro do Desassossego, em epígrafe no livro Um Outro. Crónica de Uma Metamorfose.

De prosa algo pesada, pouco literária – o segundo romance, A Recusa, será o melhor, em termos de composição, apesar de leitura difícil –, e com parca aceitação no seu país (o Nobel foi inesperado para todos), é, todavia, o mais traduzido. Este filme tem, ainda, o mérito de relançar cinematografia bem melhor do que a nossa.

 

[Reproduzido de Mensageiro de Bragança, 6-7-2006]

 

Uma Bondade Perfeita

CONVITE

 

A Gradiva e a Livraria Ferin têm o prazer de a/o convidar

para o lançamento do romance

Uma Bondade Perfeita

de Ernesto Rodrigues

 

A obra será apresentada pelo autor.

A sessão terá lugar no próximo dia 31 de Março de 2016, quinta-feira, pelas 18h30, na Livraria Ferin, Rua Nova do Almada, 70-74, Lisboa.

Seguir-se-á uma sessão de autógrafos.

 

ENTRADA LIVRE

Ensaios de Cultura

Ernesto Rodrigues, Ensaios de Cultura, Lisboa: Theya Editores. eBook.

http://www.wook.pt/ficha/ensaios-de-cultura/a/id/17454609
http://theya-ed.org/index.php/pt/ensaios-de-cultura/

 

Os 21 Ensaios de Cultura (1977-2015) assentam na complementaridade entre historiador e analista da cultura face a conjuntos culturais diversos. Convocados elementos visuais (vitral, artes plásticas, pequena escultura) e sonoros (fonógrafos, gramofones), domina o livro enquanto impresso, suas dedicatórias e seus brancos. Olha-se, desde mais acessível Idade Média, ao conto popular, à viagem, ao desporto, aos óculos, à polémica, ao elogio dos bombeiros e ao tema da Virgem e o Menino na Cultura Portuguesa; desde a Roma antiga, à fortuna dos nomes Célia e Lídia. A ilustração do idioma – com antológica de seiscentistas – decorre até hoje, ora dissecando o discurso político em 1976, ora intervindo em debates ainda acesos. Que personalidade cultural será, porém, a nossa, e que mitos alimenta? Essas mais longas reflexões decorrem do texto inaugural, qual introdução ao estudo da Cultura, que também sinaliza os princípios orientadores de uma entrega de décadas à investigação e ao ensino.

 

 

História da Cultura Portuguesa

 

1.Nome da unidade curricular

História da Cultura Portuguesa / History of Portuguese Culture

 

2.Ciclo de estudos

1.º

 

3.Docente responsável (e respectivas horas de contacto)

Ernesto José Rodrigues

 

56 h

 

4.Objectivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

Obter uma visão panorâmica da História da Cultura Portuguesa e do modo como evoluíram conceitos em estreita articulação com outras culturas e civilizações. Comprometer os estudantes no processo de investigação histórica.

 

4. Learning outcomes of the curricular unit

This unit provides a panoramic survey of the History of Portuguese culture and the perception of the way in which concepts have evolved in constant dialogue with other cultures and civilizations. Students will be engaged throughout in the process of historical inquiry using many different sources.

 

5.Conteúdos programáticos

Períodos da cultura portuguesa. Movimentos culturais na História de Portugal. Revisitação dos mitos fundadores. Descobrimentos. Renascença e Contra-Reforma. Barroco. O século das Luzes. O século XIX impresso. Nacionalismo cultural. Descolonização. Globalização e cultura.

 

5.Syllabus

Portuguese cultural periods. Cultural movements in Portuguese history. Revisiting the Founding Myths of Portuguese culture. The Portuguese voyages of exploration. The Renaissance and the Counter-Reformation. The Baroque Period. The Age of Enlightenment. The Nineteenth century in print. Cultural Nationalism. Decolonization. Globalization and culture.

 

6.Metodologias de ensino (avaliação incluída)

Os estudantes lêem e reflectem sobre artigos em revistas / livros da especialidade, familiarizando-se com a investigação em curso. Trabalham em pequenos grupos, visando uma tarefa específica. Recomenda-se, com proveito, o uso da Web. A avaliação assenta na participação (10%), trabalhos em aula (50%) e em casa (40%).

 

6. Teaching methodologies (including evaluation)

Students read and reflect on articles in the professional journals / books in order to become familiar with the current research. They work in small groups to complete a specific task. Learner will be requested to explore the rich resources of the Web. Teacher evaluations are based on class participation (10%), class work (50%) and homework (40%).

 

7.Bibliografia / Bibliography

FRANÇA, José Augusto, O Romantismo em Portugal. Estudo de Factos Socioculturais, 6 vols., Lisboa, Livros Horizonte, 1974. [= 1 vol., 1999.]

LOURENÇO, Eduardo, O Labirinto da Saudade. Psicanálise Mítica do Destino Português, Lisboa, Publicações D. Quixote, 1978.

MACEDO, Jorge Borges de, A Situação Económica no Tempo de Pombal, 3.ª ed., Lisboa, Gradiva, 1989.

MATTOSO, José, O Essencial sobre a Formação da Nacionalidade; O Essencial sobre a Cultura Medieval Portuguesa. In Obras Completas, 6, Lisboa, Círculo de Leitores, 2001.

PERNES, Fernando, coord., Século XX. Panorama da Cultura Portuguesa, 3 vols., Porto, Afrontamento, 2002.

SARAIVA, António José, A Cultura em Portugal. Teoria e História. Livro I. Introdução Geral à Cultura Portuguesa, 3.ª ed., Lisboa, Gradiva, 2007; O Humanismo em Portugal, Lisboa, Gradiva, 2012; Renascimento e Contra-Reforma, Lisboa, Gradiva, 2000.

 

8.Tempo de atendimento de alunos / Office hours

Terças-feiras, 14-16 / Tuesdays, 14:00-16:00

Linguagem dos Media

1.Nome da unidade curricular

Linguagem dos Media / Language of the Media

 

2.Ciclo de estudos

1.º

 

3.Docente responsável (outros docentes responsáveis e respectivas horas de contacto)

Ernesto José Rodrigues

56 h

 

4.Objectivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

Esta unidade curricular pretende oferecer um conhecimento básico sobre a linguagem dos novos media à luz da história das culturas visuais e mediáticas dos últimos séculos. O estudantes devem ser capazes de reconhecer e articular as ideias centrais dos media e escrever um texto no estilo científico apropriado. Devem ser capazes, também, de provar conhecimentos no domínio da história e funções dos media.

 

4 . Learning outcomes of the curricular unit

This curricular unit aims to provide a basic understanding about the language of new media by placing it within the history of visual and media cultures of the last few centuries. Students must

be able to recognize and articulate the central ideas of the media and to write a paper in the appropriate scientific style. They also must be able to demonstrate knowledge of the history and functions of the media.

 

5.Conteúdos programáticos

  1. Informação.
  2. Comunicação.

3.Cultura e sociedade.

  1. Breve história dos media.
  2. Linguagem.
  3. 1. Livro de estilo.
  4. Poder e interdependência.

 

5.Syllabus

  1. Information.
  2. Communication.

3.Culture and society.

  1. A short history of media.
  2. Language.

            5.1. Stylebook.

6.Power and interdependence.

 

6.Metodologias de ensino (avaliação incluída)

Os estudantes lêem e reflectem sobre artigos em revistas / livros da especialidade, familiarizando-se com a investigação em curso. Trabalham em pequenos grupos, visando uma tarefa específica. Recomenda-se, com proveito, o uso da Web. A avaliação assenta na participação (10%), trabalhos em aula (50%) e em casa (40%).

 

6. Teaching methodologies (including evaluation)

Students read and reflect on articles in the professional journals / books in order to become familiar with the current research. They work in small groups to complete a specific task. Learner will be requested to explore the rich resources of the Web. Teacher evaluations are based on class participation (10%), class work (50%) and homework (40%).

 

7.Bibliografia / Bibliography

MANOVICH, Lev, The Language of New Media, Cambridge, Massachusetts, London, The MIT Press, 2001. [= www.manovich.net/LNM/Manovich]

MCQUAIL, Denis, Teoria da Comunicação de Massas, Lisboa, F. C. Gulbenkian, 2003.

BARBIER, Frédéric; BERTHO LAVENIR, Catherine, Histoires des Médias. De Diderot à Internet, Paris, Armand Colin, 32003.

RODRIGUES, Ernesto, Mágico Folhetim. Literatura e Jornalismo em Portugal, Lisboa, Editorial Notícias, 1998.

 

8.Tempo de atendimento de alunos / Office hours

Terças-feiras, 14-16 / Tuesdays, 14:00-16:00

 

 

 

Mitos da Cultura Portuguesa

 

1.Nome da unidade curricular

Mitos da Cultura Portuguesa / Myths of Portuguese Culture

 

2.Ciclo de estudos

1.º

 

3.Docente responsável (outros docentes responsáveis e respectivas horas de contacto)

Ernesto José Rodrigues

56 h

 

4.Objectivos de aprendizagem (conhecimentos, aptidões e competências a desenvolver pelos estudantes)

Analisar mitos específicos e sua função, reflectir de modo aprofundado sobre as próprias crenças, reconhecer alusões míticas na arte, literatura, teatro e cinema.

 

4. Learning outcomes of the curricular unit

The student will be able to analyze specific myths with regard to function, reflect with deeper understanding on their own beliefs, recognize mythic allusions in art, literature, drama, and film.

 

5.Conteúdos programáticos

Os mitos fundadores da Cultura Portuguesa. A batalha de Ourique. Inês de Castro. Sebastianismo. Apreciação do papel de figuras representativas.

 

5.Syllabus

The founding myths of Portuguese culture. The battle of Ourique. Inês de Castro. Sebastianism. Distinctive themes will be examined and attention will be paid to the role of representative figures.

 

6.Metodologias de ensino (avaliação incluída)

Os estudantes lêem e reflectem sobre artigos em revistas / livros da especialidade, familiarizando-se com a investigação em curso. Trabalham em pequenos grupos, visando uma tarefa específica. Recomenda-se, com proveito, o uso da Web. A avaliação assenta na participação (10%), trabalhos em aula (50%) e em casa (40%).

 

6. Teaching methodologies (including evaluation)

Students read and reflect on articles in the professional journals / books in order to become familiar with the current research. They work in small groups to complete a specific task. Learner will be requested to explore the rich resources of the Web. Teacher evaluations are based on class participation (10%), class work (50%) and homework (40%).

 

7.Bibliografia / Bibliography

Bibliografia seleccionada:

ELIADE, Mircea, Aspectos do Mito, Lisboa, Edições 70, 1986.

FERREIRA, António, Poemas Lusitanos, ed. crítica de T. F. Earle, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 2000. [Há outras edições da tragédia Castro.]  

PESSOA, Fernando, Mensagem, Lisboa, Parceria A. M. Pereira, 1934. [Várias edições.]

PIRES, António Machado, D. Sebastião e o Encoberto, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 21982.

SARAIVA, António José, A Cultura em Portugal. Teoria e História. Livro I. Introdução Geral à Cultura Portuguesa (1994), Lisboa, Gradiva, 32007.

 

8.Tempo de atendimento de alunos / Office hours

Terças-feiras, 14-16 / Tuesdays, 14:00-16:00

 

 

 

 

 

Padre António Vieira

 

1608 (6-2):  Nasce em Lisboa.

1614: Parte com os pais para a Baía, Brasil.

1623: Entra no Colégio dos Jesuítas. Começa a fase do RELIGIOSO.

1624: Os Holandeses tomam a Baía. Os jesuítas fogem, vivendo um ano em povoações índias.

1626, 30 de Setembro: “Ânua da Província do Brasil”. Carta enviada ao geral da Companhia de Jesus.  Trata-se de um relatório anual, aqui entregue ao ainda noviço. É o seu primeiro (e longo) escrito. Abre a edição das 719 Cartas (3 vols., ed. de J. Lúcio de Azevedo, Lx: INCM, 1925-28 = 1970-1 = 1997, p. 3-70).

1626-1628: Olinda.

1628-1641 (27-2): Baía. Em 1633, prega o primeiro de cerca de 200 Sermões (= 15 tomos em 5  vols., Porto, Lello & Irmão, 1959). Ordena-se sacerdote em 10-12-1634.

1641 (28-4)-Janeiro de 1646: Lisboa. Fase do POLÍTICO.

1646. De Fevereiro a Abril: Primeira missão diplomática - Paris, Rouen;  de 18-4 a Julho: Haia; de Agosto de 1646 a 13-8-1647: Lisboa. Nesta data, sai para a segunda missão diplomática.

1647. De 21-9 a 30-9: Dover, Londres; de 11-10 a 22-11: Paris; de 17-12-1647 a Setembro de 1648: Haia.

1648 (15-10)-1650 (8-1): Lisboa; de 16-2 a Junho de 1650: Roma. Primeira jornada a Roma.

1650 (Julho?)-1652 (25-11): Lisboa. Nesta data, sai para o Brasil. É a fase do MISSIONÁRIO.

1653 (16-1)-1654 (16-6): Maranhão, Pará, Maranhão, de Agosto a 24-10: Açores.

1654 (Novembro)- 1655 (16-4): Lisboa.

1655-1661 (8-9): Maranhão, Belém, Maranhão. Em 29-4-1659, escreve a célebre carta (=LXXIII) “Esperanças de Portugal e Quinto Império do Mundo”, peça-base da incriminação, em breve, pelo Santo Ofício.

1661-1662, de Novembro a Junho: Lisboa. Afirma-se o VIDENTE.

1662 (21-6)-1663 (Fevereiro): Porto. Abre-se o desterro, seguido de processo em Coimbra.

1663 (12-2)-Janeiro de 1668: Coimbra. Redacção de História do Futuro (esboçada em 1649; 1.ª ed., 1718). O processo inquisitorial, referido às datas de 7-IV-1660 / 23-XII-1667, na Torre do Tombo, consta de cerca de 1500 folhas.

1668-1669 (15-8): Lisboa.

1669 (21-11)- 1675 (22-5): Roma. Segunda jornada a Roma. Confirma-se DERROTADO.

1675 (23-8)-1681 (27-1): Lisboa. Parte como VENCIDO. Em 1679, editava a primeira parte (= 1.º vol.) dos Sermões, de que ainda revê 13 tomos.

1681-1697: Baía. Dedica-se, sobretudo, à Clavis Prophetarum (com a tradução, Chave dos Profetas, mais completa e recente, Lx, 2000), que terá ideado aí por 1645. Morre em 18 de Julho.

Sebastião (Dom) e o Sebastianismo

Bibl.:Maria Natália Freire da Cruz dos Reis, D. Sebastião na Poesia Portuguesa, tese de lic., Lisboa, 1949; Jean Subirats, «Les séquelles du sébastianisme portugais au XIXe et au XXe siècles», in Travaux de la Faculté des Lettres de Rennes. Études Ibériques, Rennes, 1968 ; Joel Serrão, Do Sebastianismo ao Socialismo em Portugal, Lisboa, 1969; Raymon Cantel, «Le messianisme dans la pensée portugaise du XVIe siècle à nos jours», in Arq. do Centro Cult. Port., II, 1970, p. 433-444; António Sérgio, «Interpretação não romântica do sebastianismo», in Ensaios, I, Lisboa, 1971, p. 239-251; José António Flórido Hortas, Génese do Sebastianismo: na Obra de Guerra Junqueiro, de Teixeira de Pascoaes e de Fernando Pessoa, tese de lic., Lisboa, 1971; António Sérgio, «Camões panfletário – Camões e D. Sebastião», in Ensaios, IV, Lisboa, 1972, p. 93-128;Costa Brochado, «Da morte e tumulização de el-rei D. Sebastião», in AA. VV., Colectânea de Estudos em Honra do Prof. Doutor Damião Peres, Lisboa, 1974, p. 183-202; Moura-Relvas,El-Rei D. Sebastião. Ensaio Biológico, Coimbra, 1972; Dalila Pereira Costa, A Nau e o Graal, Porto, 1978; Jornada del-Rei Dom Sebastião à África. Crónica de Dom Henrique, ed. de Francisco Sales Loureiro (fac-símile da ed. de Lourenço Marques, 1970), Lisboa, 1978; F. Sales Loureiro, D. Sebastião: antes e depois de Alcácer-Quibir, Lisboa, 1978; Francisco Sales Loureiro, ed.,«Relação da Vida d’El Rey D. Sebastião do P.e Amador Rebello», in Rev. da Fac. de Letras, 4.ª s., 2, 1978, p. 481-559; José Veiga Torres, «Um exemplo de resistência popular: o sebastianismo», in Rev. Crítica de Ciências Sociais, 2, Set.-Dez. 1978, p. 5-33; Idem, Fonction et Signification Sociologique du Messianisme Sébastianiste dans la Société Portugaise, tese de dout., Paris, 1979; Agustina Bessa Luís, O Mosteiro, Lisboa, 1980; João Palma-Ferreira, «O “biógrafo” de Luís de Camões, Pedro de Mariz, como autor da Crónica de El-Rei D. Sebastião?», in Obscuros e Marginados, Lisboa, 1980, p. 9-27; Mário Saraiva, Nosografia de D. Sebastião, Lisboa, 1980; Maria Leonor Machado de Sousa, D. Inês e D. Sebastião na Literatura Inglesa, Lisboa, s/d [1980]; António Machado Pires, D. Sebastião e o Encoberto, 2.ª ed., Lisboa, 1982; António Quadros, Poesia e Filosofia do Mito Sebastianista, I, Lisboa, 1982; F. de Sales Loureiro, «Jesuítas na crista da onda da política sebástica», in Clio, 4, 1982, p. 71-77; André Rodrigues de Évora, Sentenças para a Ensinança e Doutrina do Príncipe D. Sebastião, fac-símile do ms. inédito da Casa Cadaval, introd. de Luís de Matos, Lisboa, 1983; Georges Boisvert, La Guerre Sebástica à Lisboa en 1810, Paris, 1983; F. de Sales Loureiro, «“Les faux Don Sébastien”: mito e história», in Rev. da Fac. de Letras, 5.ª s., 2, Dez. 1984, p. 55-63; J. Lúcio de Azevedo, A Evolução do Sebastianismo, reed., Lisboa, 1984; José Veiga Torres, «O tempo colectivo progressivo e a contestação sebastianista», in Rev. de História das Ideias, 6, 1984, p. 223-258; Maria Leonor Machado de Sousa, D. Sebastião na Literatura Inglesa, Lisboa, 1985; Miguel de Antas, Os Falsos D. Sebastião, Lisboa, 1985; J. Veríssimo Serrão, ed., Itinerários de El-Rei D. Sebastião: 1568-1578, 2.ª ed., Lisboa, 1987; José van den Besselaar, O Sebastianismo – História Sumária, Lisboa, 1987; Julieta de Oliveira, «O falso D. Sebastião perante o senado de Veneza», in Peregrinação, 18, Out.-Dez. 1987, p. 16-30; F. de Sales Loureiro, D. Sebastião e Alcácer-Quibir, Lisboa, 1989; Maria Madalena Gonçalves, «Significados retóricos de um mito nacional: D. Sebastião n’“O Desejado” de Nobre e na Mensagem de Pessoa», in Colóquio/Letras, 113-114, Jan.-Abr. 1990, p. 91-98; Maria do Rosário Temudo Barata, As Regências na Menoridade de D. Sebastião. Elementos para Uma História Estrutural, 2 vols., Lisboa, 1992; D. João de Castro, Discvrso da Vida do Rey Dom Sebastiam, introd. de Aníbal Pinto de Castro, Lisboa, 1994; Diogo Ramada Curto, «Ó Bastião, Bastião», in Yvette K. Centeno, ed., Portugal: Mitos Revisitados, Lisboa, 1993, p. 139-176; Helena Barbas, «Mito Imperial e Sebastianismo em As Profecias do Bandarra de Almeida Garrett», ibid., p. 177-223 (reprod. in Almeida Garrett – O Trovador Moderno, Lisboa, 1994, p. 137-197); Justino Mendes de Almeida, «O epitáfio do túmulo para D. Sebastião nos Jerónimos», in Estudos Camonianos. História e Crítica, Lisboa, 1993, p. 283-285; Rui Grilo Capelo, «Sebastianismo e esoterismo na arte do prognóstico em Portugal: sécs. XVII e XVIII», in Rev. de História das Ideias, 15, 1993, p. 53-74; Carmo Ponte, «Sebastianismo: prova póstuma da nacionalidade», in Actas do 4.º Congr. Intern. de Lusitanistas, Lisboa-Porto-Coimbra, 1995, p. 1073-1079; Lucete Valensi, Fábulas da Memória. A Gloriosa Batalha dos Três Reis, Lisboa, 1996; Crónica de Almançor, Sultão de Marrocos (1578-1603), de António de Saldanha / Chronique d’Al-Mansour, Sultan du Maroc (1578-1603), de António de Saldanha, estudo crítico, introd. e notas de António Dias Farinha, Lisboa, 1997; Fernando Gil, «O advento do Quinto Império e a profecia bíblica», in Margarida Vieira Mendes et alii, Vieira Escritor, Lisboa, 1997, p. 275-288; Isabel Pires de Lima, «O regresso de D. Sebastião – narrativa e mito na ficção portuguesa contemporânea», in Rev. da Fac. de Letras – Línguas e Literaturas, II s., XIV, 1997, p. 251-264; Jacqueline Hermann, No Reino do Desejado. A Construção do Sebastianismo em Portugal. Séculos XVI e XVII, S. Paulo, 1998; Agostinho da Silva, «Considerando o Quinto Império», in Ensaios sobre Cultura e Literatura Portuguesa e Brasileira I, Lisboa, 2000, p. 249-260; António Carlos Carvalho, Prisioneiros da Esperança. Dois Mil Anos de Messias e Messianismos, Lisboa, 2000; Mário Saraiva, Dom Sebastião na História e na Lenda, 2000; Fernando Pessoa, Portugal, Sebastianismo e Quinto Império, Mem-Martins, s/d.  Compulsar a série de artigos de Eduardo Guerra Carneiro n’OPrimeiro de Janeiro, Porto, Agosto de 1983. Para D. Sebastião em literaturas românticas, cf. Helena C. Buescu, coord., Dic. do Romantismo Literário Português, Lisboa, 1997, p. 528-533. Na ficção, Maria Moura-Botto, O Regresso de D. Sebastião. Romance Histórico, Lisboa, 2000; Manuel Pinheiro Chagas, António H. Secco, I. Vilhena Barbosa, D. Sebastião: Bênção ou Maldição?, Lisboa, 2012; mas convém ler Fernando Venâncio, «De Ceuta a Alcácer Quibir», in Expresso – Revista, 16-6-2001, p. 86-97, ou Quem Inventou Marrocos, Vila Nova de Gaia, 2004, onde  alude a títulos de Agustina Bessa-Luís, Ernesto Rodrigues, Manuel Alegre, Fernando Campos, etc. Começar por Vítor Amaral de Oliveira, Sebástica. Bibliografia Geral sobre D. Sebastião, Coimbra, 2002. Ver O Quinto Império - Ontem como Hoje (2004), de Manoel de Oliveira, filme baseado na peça El-Rei Sebastião (1949), de José Régio.

Inês de Castro

Bibl. : Mário Martins, «O elogio fúnebre de Dona I. de C.», in  Alegorias, Símbolos e Exemplos Morais da Literatura Medieval Portuguesa, Lisboa, 1975, p. 101-104; Paul Teyssier, Un Problème d’Histoire Littéraire Luso-Espagnole: la Genèse de l’Épisode Macabre dans le Mythe d’Inès de Castro, sep. de Mélanges Offerts à Charles Vincent Aubrun, Paris, 1975;  Maria Leonor Machado de Sousa, D. Inês e D. Sebastião na Literatura Inglesa, Lisboa, s/d [1980] ; Azinhal Abelho, «O drama de I. de C.», in Teatro Popular Português. Trás-os-Montes II, Braga, 1982, p. 131-222;  Renata Cusmai Belardinelli, «I Doze sonetos per la morte d’Inés de Castro di Don Francisco Manuel de Melo», in Arq. do Centro Cult. Port., XVII, 1982, p. 845-935; Sílvio Castro, Tre Studi e Variazioni su Camões, Pádua, 1982, p. 99-121; Olga Ferreira, «O Inesismo nas correntes nacionalistas e tradicionalistas dos fins do séc. XIX e princípios do XX», in Munda, 5, 1983, p. 39-55; Maria Leonor Machado de Sousa, I. de C. na Literatura Portuguesa, Lisboa, 1984; Adrien Roig, Inesiana ou Bibliografia Geral sobre I. de C., Coimbra, 1986; Angela Birner, «L’histoire d’Inès de Castro dans les feuillets de colportage du XXe siècle», in AA. VV., Littérature Orale Traditionnelle Populaire, Paris, 1987, p. 371-384; Geysa Silva, A Morte da Rainha. Uma Leitura do Mito de Inês, tese de mestr., Rio, 1987; Maria Leonor Machado de Sousa, Inês de Castro. Um Tema Português na Europa, Lisboa, 1987; António José Saraiva, O Crepúsculo da Idade Média em Portugal, Lisboa, 1988, p. 47-55; Maria de Fátima Marinho, «I. de C. – Outra era a vez (I parte)», in Rev. da Fac. de LetrasLínguas e Literaturas, II s., VII, 1990, p. 103-136; C. A. Ferreira de Almeida, «A Roda da Fortuna / Roda da Vida no túmulo de D. Pedro, em Alcobaça», in AA. VV., Homenagem ao Prof. Doutor Artur Nobre de Gusmão, Porto, 1991; Serafim Moralejo, «“El texto” alcobacence sobre los amores de D. Pedro y D. Inés», in Actas do Congr. da Assoc. Hispânica de Literatura Medieval, I, Lisboa, 1991; Lúcia M. Cardoso Rosas, «Túmulo de D. Pedro», in Nos Confins da Idade Média – Arte Portuguesa – Séc. XII-XIV, Lisboa, 1992; Brunello De Cusatis, «La Fedeltà anche doppo morte de Domenico Laffi. O tema inesiano numa obra dramática italiana do século XVII», in Rev. da Bibl. Nac., s. 8 (1), 1993, p. 251-257 [= «La fedeltà anche doppo morte di Domenico Laffi: il tema inesiano in una tragedia italiana del ‘600», in Tra Italia e Portogallo. Studi Storico-Culturali e Letterari, Roma, 1999, p. 49-78]; Francisco Nuno Ramos, Os Túmulos de I. de C. e D. Pedro I, tese de mestr., Lisboa, 1993; Maria Manuel Lisboa, «I. de C.: a morte na página em branco», in Actas do 4.º Congr. da Assoc. Intern. de Lusitanistas, Lisboa-Porto-Coimbra, 1995, p. 641-650; dossier in Público – Mil Folhas, 2-6-2001, p. 18-21. O tratamento do tema na literatura convoca Herberto Helder, Ruy Belo, Agustina, Vasco Pereira da Costa, António Cândido Franco, João Aguiar, Nuno Júdice, Rosa Lobato de Faria (A Trança de Inês, 2001, romance sobre a «intemporalidade da paixão»). 

 

[Ernesto Rodrigues et alii, coord., Dicionário de Literatura. Actualização, vol. 2, Porto, Figueirinhas, 2003. Recomenda-se leitura do verbete «Inês de Castro» nas edições anteriores.]

 

Saíram, entretanto, Inês de Castro (2003), de Maria Pilar Queralt del Hierro; Minha Querida Inês (2011), de Margarida Rebelo Pinto; A Casa de Bragança (2013), de Ernesto Rodrigues. Para outros títulos e considerações, ver Flavia Maria Corradin, "A paródia a sério da História: O Eunuco de Inês de Castro" (2007: 77-92; online).

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